Summary
- Por meio de medidas preventivas de qualidade significativas, a Parceria para Medição da Qualidade (PQM) ajuda a garantir que as atividades de prevenção na área da saúde sejam impactantes, úteis e contribuam para um melhor atendimento aos pacientes.
Quando líderes da área da saúde e formuladores de políticas públicas discutem a melhoria da saúde, a prevenção sempre faz parte da conversa. Discussões sobre prevenção de doenças, diagnósticos precoces e hábitos de vida saudáveis são comuns. Esses objetivos são práticos e promissores, mas uma questão importante permanece: como esses objetivos se traduzem em cuidados diários? Uma resposta poderosa reside em como avaliamos a qualidade dos cuidados preventivos.
Os Centros de Serviços de Medicare e Medicaid (CMS) desempenham um papel fundamental na definição do sistema de saúde em todo o país. O CMS estabelece prioridades nacionais e estratégias de mensuração que orientam o desenvolvimento e a utilização de indicadores de saúde. O CMS trabalha em parceria com a Parceria para a Mensuração da Qualidade (PQM) para garantir que os indicadores utilizados em seus programas sejam seguros, relevantes e centrados no paciente.
Quando a prevenção é mensurada de forma eficaz, ela se torna parte do cuidado diário. Quando não o é, a prevenção pode ser relegada a segundo plano, especialmente em comunidades que já enfrentam barreiras no acesso à saúde.
A prevenção é poderosa, mas leva tempo.
A prevenção vai além de uma lista de exames preventivos – trata-se de reduzir o risco antes que a doença se manifeste. Os esforços preventivos podem incluir vacinação, gestão da medicação e apoio às pessoas para que vivam bem com doenças crônicas ao longo do tempo. A prevenção também acontece fora do consultório médico. Programas de nutrição, cessação tabágica, iniciativas de bem-estar e outros esforços comunitários desempenham um papel fundamental na manutenção da saúde das pessoas. Esses esforços são mais difíceis de mensurar porque se desenvolvem ao longo do tempo e em diversos contextos de atendimento, e não em um único encontro facilmente documentado. Sem sistemas projetados para mensurar a prevenção com precisão, é fácil negligenciá-la como prioridade.
Além disso, a prevenção nem sempre produz resultados rápidos ou visíveis, facilmente quantificáveis por meio de indicadores de qualidade. Uma verificação da pressão arterial hoje pode prevenir um ataque cardíaco daqui a alguns anos. Um exame de detecção precoce de câncer pode salvar uma vida quando o tratamento é iniciado precocemente. Muitas medidas preventivas reduzem o risco ao longo do tempo, muito antes do surgimento dos sintomas. A prevenção proporciona benefícios significativos para a saúde a longo prazo. Ela reduz o sofrimento físico e mental, diminui os custos com saúde e ajuda as pessoas a viverem vidas mais saudáveis.
As métricas do CMS destacam as questões de saúde mais importantes, garantindo que hospitais e profissionais de saúde se concentrem em aprimorar o atendimento de maneiras que sejam relevantes para os pacientes — incluindo a implementação da prevenção como parte da rotina de cuidados. É por isso que a mensuração é tão essencial e por que o CMS e o PQM desempenham um papel vital no fortalecimento da saúde para todos.
Como o CMS molda a prevenção por meio da mensuração
Por meio de seus programas de medição de qualidade, o CMS utiliza indicadores para sinalizar prioridades nacionais, incluindo a prevenção. Esses indicadores ajudam a transformar metas de saúde em expectativas mensuráveis e eficientes para o atendimento diário.
Medir a prevenção de forma eficaz e eficiente não é simples. Quando a prevenção é considerada apenas como uma ação isolada, pode gerar uma falsa sensação de sucesso. Um exame de pressão arterial pode "contar" como prevenção, mas não protege a saúde a menos que a pressão arterial permaneça controlada ao longo do tempo. Os exames de rastreio de câncer são importantes, mas sem um acompanhamento oportuno dos resultados anormais, não podem prevenir danos.
Medidas de prevenção mais eficazes focam no que realmente melhora a saúde: acompanhamento oportuno, continuidade do cuidado e resultados sustentáveis. Elas mudam o foco da pergunta simples, "Isso foi concluído?", para a mais significativa, " Isso fez diferença?".
A mensuração também pode evidenciar lacunas no atendimento. As taxas gerais de vacinação podem parecer altas, mas quando os dados são analisados por bairro, renda ou cobertura de seguro saúde, frequentemente surgem disparidades. Sem mensurar essas diferenças, as comunidades que mais precisam de prevenção podem ser negligenciadas.
O papel da Parceria para a Medição da Qualidade (PQM)
Projetar boas medidas exige mais do que conhecimento técnico – exige uma perspectiva do mundo real e experiência vivida. É por isso que o PQM desempenha um papel tão importante para que isso aconteça corretamente.
O PQM reúne pacientes, cuidadores, médicos, pesquisadores e representantes da comunidade para revisar e aprimorar as medidas de qualidade utilizadas pelo CMS. Seu papel é fazer perguntas práticas:
- Essas medidas refletem o que é importante para os pacientes?
- São viáveis na prática?
- Será que promovem melhores cuidados de saúde ou simplesmente criam mais burocracia?
O CMS e o PQM ajudam a garantir que as medidas apoiem uma prevenção significativa, em vez de meras formalidades, e que o acesso, o ônus e o atendimento no mundo real sejam considerados desde o início.
Por que as medidas corretas são importantes
Medidas de prevenção mal concebidas podem prejudicar o atendimento. Quando os sistemas se concentram demais na documentação, os profissionais de saúde dedicam mais tempo à burocracia e menos tempo aos pacientes. Quando o acesso é medido sem levar em conta o impacto, a prevenção pode parecer bem-sucedida no papel, mas apresentar resultados insatisfatórios na prática. Da mesma forma, os relatórios sobre equidade e acesso podem ser insuficientes quando lacunas são identificadas, mas não há apoio para solucioná-las.
Em resumo: a mensuração deve orientar o aprendizado e o aprimoramento, e não apenas apontar problemas. Esses desafios nos esforços de prevenção nos lembram que a forma como medimos é tão importante quanto o que medimos. Os esforços conjuntos do CMS e do PQM ajudam a tornar a prevenção proativa, justa e responsiva às necessidades da comunidade.
Resumo
A prevenção não se resume a uma única consulta ou exame. Trata-se de um compromisso de longo prazo com as pessoas e as comunidades. Quando as metas de saúde são aliadas a uma mensuração eficiente e eficaz, a prevenção torna-se parte do cuidado diário, e não apenas uma aspiração política. A prevenção funciona melhor quando medimos o que realmente melhora a saúde, e não apenas o que é mais fácil de contabilizar.
Você não precisa ser um especialista em políticas públicas para ajudar a moldar a prevenção. Pacientes, cuidadores, profissionais de saúde e membros da comunidade podem apoiar esse trabalho interagindo com a PQM – compartilhando experiências pessoais, fornecendo contribuições públicas ou participando da revisão das medidas – para ajudar a garantir que as medidas de prevenção reflitam a prática clínica real.
Brenna Rabel é a Líder de Ciência da Medição da Qualidade em Saúde na Battelle. Edessa Jobli é Pesquisadora Associada Sênior de Projetos no IHI.
Foto por Freepik
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